Quando se começa a pesquisar sobre creatina, é quase inevitável encontrar referências à chamada "fase de carga". Durante anos, esta prática foi apresentada como essencial para obter resultados mais rápidos. Mas será mesmo necessária?
Hoje, a ciência permite olhar para a fase de carga com mais clareza e perceber em que situações faz sentido, e quando pode simplesmente ser dispensada.
O que é a fase de carga de creatina
A fase de carga consiste em tomar doses mais elevadas de creatina durante um curto período, normalmente entre 5 a 7 dias. As quantidades variam, mas costumam situar-se entre 15 a 25 g por dia, divididas em várias tomas.
O objetivo é saturar mais rapidamente as reservas de creatina nos músculos.
Funciona mesmo?
Sim, a fase de carga funciona no sentido em que acelera o aumento dos níveis de creatina muscular. No entanto, esse aumento também acontece sem fase de carga, apenas de forma mais gradual.
Quando se toma creatina na dose habitual de 3 a 5 g por dia, a saturação muscular ocorre ao longo de algumas semanas.
Fase de carga vs toma regular
A principal diferença entre fazer ou não fase de carga está no tempo, não nos resultados finais.
- Com fase de carga: saturação mais rápida
- Sem fase de carga: saturação gradual
Ao fim de algumas semanas, os níveis musculares tendem a ser semelhantes em ambos os casos.
Desvantagens da fase de carga
Apesar de não ser perigosa para pessoas saudáveis, a fase de carga pode trazer alguns desconfortos, sobretudo digestivos.
Entre os efeitos mais comuns estão:
- Inchaço abdominal
- Desconforto gastrointestinal
- Dificuldade em manter a rotina
Estes efeitos não acontecem com a mesma frequência quando se opta por uma toma mais moderada.
Quem pode considerar a fase de carga
A fase de carga pode fazer sentido para:
- Atletas com competições próximas
- Pessoas que querem acelerar o processo por motivos específicos
Mesmo nestes casos, não é uma obrigatoriedade.
Para a maioria das pessoas, vale a pena?
Para quem treina de forma regular e não tem urgência em sentir os efeitos, a resposta tende a ser não. A toma diária consistente é mais simples, confortável e igualmente eficaz a médio prazo.
Qual é a melhor abordagem?
A melhor abordagem é aquela que consegues manter ao longo do tempo. A creatina funciona quando se torna parte da rotina, não quando é tomada de forma esporádica ou exagerada.
Conclusão: fazer ou não fazer fase de carga?
A fase de carga não é obrigatória nem essencial. Pode acelerar o processo, mas não altera os resultados finais.
Se preferes uma abordagem simples e sustentável, a toma diária de creatina é mais do que suficiente.
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