A creatina é um dos suplementos mais estudados do mundo, mas continua rodeada de mitos que assustam quem está a pensar em começar. Entre os receios mais comuns estão os rins, o fígado, a queda de cabelo e até supostos "danos a longo prazo".
A maior parte destes medos não tem base científica e resulta de interpretações erradas ou de informações fora de contexto.
Creatina faz mal aos rins?
Este é, provavelmente, o mito mais repetido. Em pessoas saudáveis, não existe evidência científica que mostre que a creatina cause danos renais quando usada nas doses recomendadas.
O que muitas vezes gera confusão é o aumento da creatinina nos exames. A creatinina é um marcador indireto da função renal, mas também é um subproduto natural do metabolismo da creatina. Ou seja, níveis ligeiramente mais altos não significam, por si só, lesão renal.
Em pessoas com doença renal pré-existente, a suplementação deve ser avaliada por um profissional de saúde. Fora desses casos, a creatina é considerada segura.
Creatina sobrecarrega o fígado?
Não. A creatina não é metabolizada pelo fígado da mesma forma que medicamentos ou álcool. Os estudos disponíveis não demonstram impacto negativo na função hepática em indivíduos saudáveis.
Como em qualquer suplemento, o uso responsável e dentro das doses recomendadas é fundamental.
Creatina causa queda de cabelo?
Este mito surgiu a partir de um estudo isolado que sugeriu uma possível relação indireta entre creatina e aumento de um derivado da testosterona. No entanto, essa ligação nunca foi comprovada de forma consistente.
Até hoje, não existem evidências científicas sólidas que indiquem que a creatina cause ou acelere a calvície.
Creatina provoca retenção de líquidos perigosa?
A creatina provoca retenção de água dentro da célula muscular, não retenção subcutânea. Este processo é fisiológico e não representa risco para a saúde.
Não há associação entre o uso de creatina e edemas ou retenção líquida patológica em pessoas saudáveis.
Creatina vicia ou deixa de funcionar?
A creatina não causa dependência. Também não existe necessidade fisiológica de fazer ciclos. Os níveis musculares aumentam com o uso e diminuem gradualmente quando a suplementação é interrompida.
O suplemento continua a funcionar enquanto é usado de forma consistente.
Quem deve ter mais cuidado com a creatina
Apesar de segura para a maioria das pessoas, a creatina deve ser usada com cautela em casos específicos:
- Pessoas com doença renal diagnosticada
- Gravidez e amamentação
- Uso de medicação que afete a função renal
Nestas situações, é sempre aconselhável falar com um profissional de saúde antes de iniciar a suplementação.
Porque estes mitos continuam a circular
Muitos mitos surgem da confusão entre suplementação responsável e uso abusivo, ou da associação errada entre creatina e outras substâncias.
A falta de informação clara e acessível contribui para que estes receios se perpetuem.
Conclusão: creatina é segura?
Para pessoas saudáveis, a creatina é um dos suplementos com melhor perfil de segurança e maior suporte científico.
Quando usada corretamente, não causa danos aos rins, não provoca calvície e não representa riscos desnecessários.
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